quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

BÊNÇÃO

Pode ser entendida como louvor do homem que bendiz a Deus por suas obras ou benefícios recebidos. Tal tipo de bênção (bendição) é freqüente nos Salmos. Bênção é também a ação de Deus em relação ao homem, enquanto objeto de seus benefícios, como a vida, a fecundidade, a paz e o bem-estar em geral (cf. Salmo 131 Salmo 134). Na Bíblia a bênção pode ser pronunciada pelo homem. Assim, os sacerdotes abençoam diariamente os israelitas (cf. Números 6,23-27 e nota); os patriarcas abençoam os filhos antes de morrer (Gênese 9,26s; Gênese 27,27-29 Gênese 49 Deuteronômio 33). O homem pode ser também intermediário da bênção divina, como Abraão, escolhido para nele ser abençoada toda a humanidade (Gênese 12,1-3).


No Antigo Oriente as fórmulas de bênção ou de maldição eram consideradas eficazes, no sentido de que realizavam o que diziam, sobretudo quando escritas (cf. Números 5,23). Por isso, os códigos de leis e tratados de aliança eram concluídos com fórmulas de bênção e maldição (cf. Levítico 26 Deuteronômio 28). Sua finalidade era impedir o desprezo das leis ou a violação dos tratados e promover a fiel observância dos mesmos.



A vontade de Deus é que a bênção tome o lugar da maldição (Ezequiel 34,24-30 Zacarias 8,13 Isaías 44,3 Isaías 53,1-12). Isto se deu em Jesus: fazendo-se por nós maldito, cobriu-nos de bênçãos divinas (Gálatas 3,10-11 1Pedro 2,22-24 cf. Romanos 8,3 ;2 Coríntios 5,21).

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